Ainda dizem que eu tenho uma forma esquisita de rir...
terça-feira, 22 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
A bolinha encarnada

«Touradas só com bolinha.
A 44ª corrida de touros RTP já está na história: pela primeira vez, o canal televisivo está obrigado a transmitir a tourada entre as 22h30 e as seis da manhã e com um "identificativo visual apropriado" - a bolinha vermelha.
A transmissão em directo às 17h00 do próximo domingo, em Santarém, já está cancelada. Se não acatar a decisão, a RTP terá de pagar 15 mil euros de multa.
A decisão é da 12ª Vara Cível de Lisboa, que respondeu afirmativamente a uma providência cautelar interposta pela Associação Animal.
A juíza Maria João Matos considera provado que as crianças que assistam a touradas "sem qualquer restrição" podem vir a aceitar a violência sobre animais como algo natural. "Trata-se de um programa susceptível de influir de modo negativo na personalidade das crianças e adolescentes", diz a sentença.» in Expresso Online em 4/6/2008
Filho: Pai, porque é que a televisão tem no canto direito aquela bolinha encarnada?
Pai: Filho, na vida, há pessoas que são mais melindrosas do que outras e que...
Filho: São os mariquinhas?!
Pai: Não! Quer dizer... não filho, nada disso! Aliás, já te dissemos que não há mariquinhas. Há pessoas mais sensíveis do que outras (e há gays e lésbicas e outras pessoas com outras tendências menos comuns e algumas até ordinárias, mas tens tempo para ver isso tudo no National Geographic quando tiveres 18 anos). Para essas pessoas mais sensíveis é colocado na televisão esse sinal, alertando-as para imagens ou palavras que poderão melindrá-las.
Filho: Mas Pai, se as pessoas têm medo então são mariquinhas!?
Pai: Não! Já te dissemos que não há mariquinhas!
Filho: Sim, está bem...
Pai: Ora, onde é que eu ía?
Filho: Mas se as pessoas têm medo e não há mariquinhas, então são estúpidas!
Pai: Filho, não há pessoas estúpidas. Isso é muito feio de se dizer! As pessoas podem não estar a perceber, ou por não estarem atentas ou por serem menos dotadas... mas não são estúpidas!
Filho: Então... se não há mariquinhas, se as pessoas não são estúpidas e conseguem ver a bolinha encarnada... porque é que vêem?
Pai: Pois filho... olha vai lá ver o Dragon Ball e deixa o Pai ver o resto da tourada da TVI.
Filho: Mas Pai, eu gostava de ver a tourada também!
Pai: Está bem. Senta-te aqui. Agora deve estar quase a ser o intervalo...
Filho: Olha! Esta não é aquela Praça de Touros onde fomos ver a tourada no outro dia? Aquela tourada que ia dar na televisão e depois não deu?
Pai: É filho! Olha... intervalo! O pai vai só ali à cozinha buscar mais... onde é que andam a tua mãe e a tua irmã?
Filho: Estão no quarto a ver o DVD da Barbie... parece que o Ken se suicidou com uma faca do mato.
Pai: Hã!?!?
Filho: Nada pai, esquece! Olha, posso dar este resto da sandes de chourição ao Bobby?
Pai: Podes... mas sem a tua mãe ver, senão vai logo dizer que o cão não pode comer essas coisas... e que tem que comer é Eukanuba!
Filho: Ó pai, não dizes nada à mãe?
Pai: Não. O que foi?
Filho: A semana passada dei ao Bobby o resto do frango que tinha sobrado do jantar.
Pai: Ó filho! Pronto, só essa vez não faz mal, mas olha que os cães não devem comer frango porque...
Filho: Olha Pai! Vai começar a tourada! Anda depressa para vermos.
Pai: Já estou a ir.
Filho: ... Pai, agora com esse comando novo que estás sempre a dizer que é teu, não dá mesmo para tirar dali a bolinha encarnada?
A 44ª corrida de touros RTP já está na história: pela primeira vez, o canal televisivo está obrigado a transmitir a tourada entre as 22h30 e as seis da manhã e com um "identificativo visual apropriado" - a bolinha vermelha.
A transmissão em directo às 17h00 do próximo domingo, em Santarém, já está cancelada. Se não acatar a decisão, a RTP terá de pagar 15 mil euros de multa.
A decisão é da 12ª Vara Cível de Lisboa, que respondeu afirmativamente a uma providência cautelar interposta pela Associação Animal.
A juíza Maria João Matos considera provado que as crianças que assistam a touradas "sem qualquer restrição" podem vir a aceitar a violência sobre animais como algo natural. "Trata-se de um programa susceptível de influir de modo negativo na personalidade das crianças e adolescentes", diz a sentença.» in Expresso Online em 4/6/2008
Filho: Pai, porque é que a televisão tem no canto direito aquela bolinha encarnada?
Pai: Filho, na vida, há pessoas que são mais melindrosas do que outras e que...
Filho: São os mariquinhas?!
Pai: Não! Quer dizer... não filho, nada disso! Aliás, já te dissemos que não há mariquinhas. Há pessoas mais sensíveis do que outras (e há gays e lésbicas e outras pessoas com outras tendências menos comuns e algumas até ordinárias, mas tens tempo para ver isso tudo no National Geographic quando tiveres 18 anos). Para essas pessoas mais sensíveis é colocado na televisão esse sinal, alertando-as para imagens ou palavras que poderão melindrá-las.
Filho: Mas Pai, se as pessoas têm medo então são mariquinhas!?
Pai: Não! Já te dissemos que não há mariquinhas!
Filho: Sim, está bem...
Pai: Ora, onde é que eu ía?
Filho: Mas se as pessoas têm medo e não há mariquinhas, então são estúpidas!
Pai: Filho, não há pessoas estúpidas. Isso é muito feio de se dizer! As pessoas podem não estar a perceber, ou por não estarem atentas ou por serem menos dotadas... mas não são estúpidas!
Filho: Então... se não há mariquinhas, se as pessoas não são estúpidas e conseguem ver a bolinha encarnada... porque é que vêem?
Pai: Pois filho... olha vai lá ver o Dragon Ball e deixa o Pai ver o resto da tourada da TVI.
Filho: Mas Pai, eu gostava de ver a tourada também!
Pai: Está bem. Senta-te aqui. Agora deve estar quase a ser o intervalo...
Filho: Olha! Esta não é aquela Praça de Touros onde fomos ver a tourada no outro dia? Aquela tourada que ia dar na televisão e depois não deu?
Pai: É filho! Olha... intervalo! O pai vai só ali à cozinha buscar mais... onde é que andam a tua mãe e a tua irmã?
Filho: Estão no quarto a ver o DVD da Barbie... parece que o Ken se suicidou com uma faca do mato.
Pai: Hã!?!?
Filho: Nada pai, esquece! Olha, posso dar este resto da sandes de chourição ao Bobby?
Pai: Podes... mas sem a tua mãe ver, senão vai logo dizer que o cão não pode comer essas coisas... e que tem que comer é Eukanuba!
Filho: Ó pai, não dizes nada à mãe?
Pai: Não. O que foi?
Filho: A semana passada dei ao Bobby o resto do frango que tinha sobrado do jantar.
Pai: Ó filho! Pronto, só essa vez não faz mal, mas olha que os cães não devem comer frango porque...
Filho: Olha Pai! Vai começar a tourada! Anda depressa para vermos.
Pai: Já estou a ir.
Filho: ... Pai, agora com esse comando novo que estás sempre a dizer que é teu, não dá mesmo para tirar dali a bolinha encarnada?
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Kcena - 2: Achmed, The Dead Terrorist
Para a “segunda edição” da Kcena deixo-vos um dos vídeos mais vistos na net. Sempre contribui para oblog tentar sair da categoria “Qualidade Medíocre”...
Impossível eu sei, ainda assim aqui fica!
Divirtam-se!
Sabedoria de elevador

Há dias espreitava o Rafeiro Perfumado e às tantas lia-se, que bastava subir e descer cerca de 4 vezes o elevador para se saber qual a previsão meteorológica.
Para espanto meu, até dá para saber qual vai ser a equipa do Benfica, incluindo os jogadores que ficam, os que saem e que valores monetários estão envolvidos nestas operações. Tudo isto ao pormenor.
Aconselho vivamente a CMVM a enviar AEA’s (Agentes Especiais de Ascensores) para indagar a veracidade das informações prestadas pelos clubes a esta entidade reguladora dos valores mobiliários. Pelo sim, pelo não, nunca se sabe até que ponto as SAD’s dos clubes cotados em bolsa estão a fornecer informações menos precisas e até contraditórias.
Agora, o Aimar custar 7,5 milhões de euros e vir de uma equipa que desceu para a segunda liga espanhola... hehe... as coisas que se sabem nos elevadores!
Para espanto meu, até dá para saber qual vai ser a equipa do Benfica, incluindo os jogadores que ficam, os que saem e que valores monetários estão envolvidos nestas operações. Tudo isto ao pormenor.
Aconselho vivamente a CMVM a enviar AEA’s (Agentes Especiais de Ascensores) para indagar a veracidade das informações prestadas pelos clubes a esta entidade reguladora dos valores mobiliários. Pelo sim, pelo não, nunca se sabe até que ponto as SAD’s dos clubes cotados em bolsa estão a fornecer informações menos precisas e até contraditórias.
Agora, o Aimar custar 7,5 milhões de euros e vir de uma equipa que desceu para a segunda liga espanhola... hehe... as coisas que se sabem nos elevadores!
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Kcena: "El Condor Pasa"
Dou início hoje, a uma espécie de rubrica manhosa, que terá uma periodicidade imperiosamente aleatória e um conteúdo extraordinariamente... assim... estúpido. Vou-lhe chamar Kcena (lê-se “que cena” – só para não se porem já a inventar teorias!). Parece-me moderno e bem português – à luz do novo acordo ortográfico!!!
Claro que para poder inaugurar esta rubrica tive que fazer um CIIVSY (lê-se “civesai”) - Curso de Iniciação à Introdução de Vídeos e Sons do Youtube. É uma coisa muito à frente, com uma duração de 4.320 horas, o que dá em dias, mais ou menos... ah... ora... bom, é só fazer as contas, mas foi para cima de... é melhor em meses... ora... em meses... pronto, em anos.... em anos dá... meio ano, é isso! Durante este período houve a componente prática, que se mostrou de extrema importância, pois introduzia o elemento Qualidade Medíocre, coisa até aqui impensável neste blog, pois a classificação máxima tinha sido um Muito Mau – e foi um amigo, nem quero imaginar o que terão dito as outras duas pessoas (3, a senhora que limpa as escadas... 4, e o rapaz da caixa do hipermercado) que viram este blog. Bom, mas devido a ... 5, e o polícia que costuma estar à porta do Minipreço... devido a esta importância especial, a parte prática teve um peso de 0,0035% do total de horas do curso – é só fazer as contas mais uma vez, mas agora eu facilito: 15 minutos! Portanto, se sair algo que consigam perceber minimamente que é de um vídeo que se trata e que tem som, então, para mim, já é maravilhoso!
Bem, vamos lá então abordar o tema desta primeira edição desta Kcena.
Durante anos pensei que PanPipes fosse o nome de uma banda que tocava covers de vários êxitos do Rock e da Pop e de quase tudo o que mecha numa pauta musical, incluindo temas inéditos e absurdos que mais ninguém ouve a não ser que estejam incluídos naquelas colectâneas de “Música do Mundo” - na verdade pensei assim até há bem pouco tempo... uns meses atrás... pronto, semanas... ok, até ontem!
Os instrumentos utilizados? Canas atadas e/ou coladas, onde sopravam animadamente, e em que o som que delas saía tinha inevitavelmente um eco associado – fosse o “concerto” numa rua da baixa de Lisboa, nos Andes, no Machu Picchu, num pavilhão gimnodesportivo, no Rock In Rio, onde fosse.
Cheguei mesmo a pensar que o álbum de maior sucesso desta banda (a PanPipes) teria sido o “El Condor Pasa”...
Shame on me! Anos de vida perdidos com uns auscultadores de tamanho XXL, que preenchiam as minhas orelhas e tapavam o acne junto ao queixo – vou ver se os encontro, porque parece que agora estão na moda juntamente com os leitores de mp3 psicadélicos e os telemóveis que não enviam MMS mas lêem mp4 e tiram fotos e ecrãs tácteis muito pouco “user friendly” – e que estavam para a cabeça como os sapatos ortopédicos estavam para os pés... medo, muito medo!
Podia deixar-vos aqui uma das 54.782 versões do “My heart will go on” mas, não me perdoaria a mim mesmo – apesar da indecisão entre o “Hotel Califórnia”, a “Chiquitita” e o “Can´t take my eyes off you “ - se não inaugurasse a Kcena com o mítico “El Condor Pasa”, numa versão absolutamente inédita e cheia de ritmo. Atentem aos movimentos do corpo do protagonista, bem como toda uma sintonia e uma sincronização dos vários instrumentos... pena que não cante!
Claro que para poder inaugurar esta rubrica tive que fazer um CIIVSY (lê-se “civesai”) - Curso de Iniciação à Introdução de Vídeos e Sons do Youtube. É uma coisa muito à frente, com uma duração de 4.320 horas, o que dá em dias, mais ou menos... ah... ora... bom, é só fazer as contas, mas foi para cima de... é melhor em meses... ora... em meses... pronto, em anos.... em anos dá... meio ano, é isso! Durante este período houve a componente prática, que se mostrou de extrema importância, pois introduzia o elemento Qualidade Medíocre, coisa até aqui impensável neste blog, pois a classificação máxima tinha sido um Muito Mau – e foi um amigo, nem quero imaginar o que terão dito as outras duas pessoas (3, a senhora que limpa as escadas... 4, e o rapaz da caixa do hipermercado) que viram este blog. Bom, mas devido a ... 5, e o polícia que costuma estar à porta do Minipreço... devido a esta importância especial, a parte prática teve um peso de 0,0035% do total de horas do curso – é só fazer as contas mais uma vez, mas agora eu facilito: 15 minutos! Portanto, se sair algo que consigam perceber minimamente que é de um vídeo que se trata e que tem som, então, para mim, já é maravilhoso!
Bem, vamos lá então abordar o tema desta primeira edição desta Kcena.
Durante anos pensei que PanPipes fosse o nome de uma banda que tocava covers de vários êxitos do Rock e da Pop e de quase tudo o que mecha numa pauta musical, incluindo temas inéditos e absurdos que mais ninguém ouve a não ser que estejam incluídos naquelas colectâneas de “Música do Mundo” - na verdade pensei assim até há bem pouco tempo... uns meses atrás... pronto, semanas... ok, até ontem!
Os instrumentos utilizados? Canas atadas e/ou coladas, onde sopravam animadamente, e em que o som que delas saía tinha inevitavelmente um eco associado – fosse o “concerto” numa rua da baixa de Lisboa, nos Andes, no Machu Picchu, num pavilhão gimnodesportivo, no Rock In Rio, onde fosse.
Cheguei mesmo a pensar que o álbum de maior sucesso desta banda (a PanPipes) teria sido o “El Condor Pasa”...
Shame on me! Anos de vida perdidos com uns auscultadores de tamanho XXL, que preenchiam as minhas orelhas e tapavam o acne junto ao queixo – vou ver se os encontro, porque parece que agora estão na moda juntamente com os leitores de mp3 psicadélicos e os telemóveis que não enviam MMS mas lêem mp4 e tiram fotos e ecrãs tácteis muito pouco “user friendly” – e que estavam para a cabeça como os sapatos ortopédicos estavam para os pés... medo, muito medo!
Podia deixar-vos aqui uma das 54.782 versões do “My heart will go on” mas, não me perdoaria a mim mesmo – apesar da indecisão entre o “Hotel Califórnia”, a “Chiquitita” e o “Can´t take my eyes off you “ - se não inaugurasse a Kcena com o mítico “El Condor Pasa”, numa versão absolutamente inédita e cheia de ritmo. Atentem aos movimentos do corpo do protagonista, bem como toda uma sintonia e uma sincronização dos vários instrumentos... pena que não cante!
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Como Resistir Mais

Dizem as melhores práticas de gestão e estratégias de marketing moderno nacional e internacional que custa muito mais (dinheiro, imagem, credibilidade, reputação... o que quiserem) perder um “Cliente” do que conquistar um novo.
Um bom sistema de CRM (Customer Relationship Management) pretende diminuir este “custo”, ajudando as empresas a manter um bom relacionamento com os seus clientes, gerindo de forma inteligente informações sobre as suas interactividades com a empresa.
O actual Senhor Primeiro Ministro da República Portuguesa, adepto fervoroso das novas tecnologias, das novas oportunidades e do jogging, até nem é parvo, e vai de adoptar um sistema CRM para a recta final deste seu primeiro mandato. E uma adaptação muito específica, pois teve um início bem definido (um pouco antes da altura em que Manuela Ferreira Leite assumiu o comando do PSD) e tem um fim à vista (próximas eleições legislativas). Não será com certeza Manuela Ferreira Leite a derrotar o PS nas próximas eleições legislativas, mas será com toda a certeza o marketing credível de Manuela Ferreira Leite (eventualmente apoiada por alguns notáveis de outras forças politicas) que irá obrigar o actual Governo de maioria PS a rever a sua estratégia de governar em cima do joelho, pois terão um segundo mandato onde serão obrigados a ser mais humildes e sérios.
Os processos e sistemas de gestão de relacionamento com o “cliente” adoptados pelo Governo tiveram um “teeser” absolutamente inovador: a taxa geral do IVA iria baixar para 20%, com efeitos práticos a partir do dia 1 de Julho de 2008 – brilhante! Seguiram-se iniciativas como a Proposta de Lei que aprova medidas fiscais anti cíclicas, alterando o Código do IRS, o Código do IMI e o Estatuto dos Benefícios Fiscais, o enaltecimento do “sucesso” nos exames de matemática do 9º ano e a revisão do Código de Trabalho, entre outras igualmente sonantes.
Agora esta “parceria” entre o Governo e uma construtora automóvel, no âmbito da comercialização de uma viatura movida unicamente a energia eléctrica, leva-me a concordar com Carlos Medina Ribeiro que, no Sorumbático, faz referência à absurda medida de aplicar um “desconto” de 70% no imposto automóvel, pagando apenas 30% do mesmo. Mas qual mesmo? Mas qual imposto? Os veículos exclusivamente eléctricos estão isento do mesmo... do imposto (como se pode constatar no referido post).
É sem dúvida uma forma de fazer marketing sobre uma “não medida”.
O que me preocupa é, quantas mais “campanhas” de marketing estarão a ser utilizadas para publicitar “não medidas”, tentando manter de uma forma absurda o relacionamento com os seus “Clientes”... nós cidadãos.
É caso para dizer que, para este Governo, CRM significa Como Resistir Mais.
Um bom sistema de CRM (Customer Relationship Management) pretende diminuir este “custo”, ajudando as empresas a manter um bom relacionamento com os seus clientes, gerindo de forma inteligente informações sobre as suas interactividades com a empresa.
O actual Senhor Primeiro Ministro da República Portuguesa, adepto fervoroso das novas tecnologias, das novas oportunidades e do jogging, até nem é parvo, e vai de adoptar um sistema CRM para a recta final deste seu primeiro mandato. E uma adaptação muito específica, pois teve um início bem definido (um pouco antes da altura em que Manuela Ferreira Leite assumiu o comando do PSD) e tem um fim à vista (próximas eleições legislativas). Não será com certeza Manuela Ferreira Leite a derrotar o PS nas próximas eleições legislativas, mas será com toda a certeza o marketing credível de Manuela Ferreira Leite (eventualmente apoiada por alguns notáveis de outras forças politicas) que irá obrigar o actual Governo de maioria PS a rever a sua estratégia de governar em cima do joelho, pois terão um segundo mandato onde serão obrigados a ser mais humildes e sérios.
Os processos e sistemas de gestão de relacionamento com o “cliente” adoptados pelo Governo tiveram um “teeser” absolutamente inovador: a taxa geral do IVA iria baixar para 20%, com efeitos práticos a partir do dia 1 de Julho de 2008 – brilhante! Seguiram-se iniciativas como a Proposta de Lei que aprova medidas fiscais anti cíclicas, alterando o Código do IRS, o Código do IMI e o Estatuto dos Benefícios Fiscais, o enaltecimento do “sucesso” nos exames de matemática do 9º ano e a revisão do Código de Trabalho, entre outras igualmente sonantes.
Agora esta “parceria” entre o Governo e uma construtora automóvel, no âmbito da comercialização de uma viatura movida unicamente a energia eléctrica, leva-me a concordar com Carlos Medina Ribeiro que, no Sorumbático, faz referência à absurda medida de aplicar um “desconto” de 70% no imposto automóvel, pagando apenas 30% do mesmo. Mas qual mesmo? Mas qual imposto? Os veículos exclusivamente eléctricos estão isento do mesmo... do imposto (como se pode constatar no referido post).
É sem dúvida uma forma de fazer marketing sobre uma “não medida”.
O que me preocupa é, quantas mais “campanhas” de marketing estarão a ser utilizadas para publicitar “não medidas”, tentando manter de uma forma absurda o relacionamento com os seus “Clientes”... nós cidadãos.
É caso para dizer que, para este Governo, CRM significa Como Resistir Mais.
domingo, 13 de julho de 2008
O que acha Prof. Marcelo? Assim Também Não?

— Professor, uma mãe roubar o pai a um filho é uma coisa extremamente horrível, não é?
— É.
— Portanto, devia ser proibido?
— Exacto.
— Mas a mãe pode continuar a roubar o pai ao filho?
— Pode.
— E o que é que lhe acontece?
— Nada.
— Mas está a ir contra uma Sentença de um Tribunal?
— Está.
— Como é que a Lei a pune?
— De maneira nenhuma.
— Isso não é um bocadinho incoerente? E o que é que a criança pode ficar a pensar pelo facto de ter uma mãe assim?
— É.
— Portanto, devia ser proibido?
— Exacto.
— Mas a mãe pode continuar a roubar o pai ao filho?
— Pode.
— E o que é que lhe acontece?
— Nada.
— Mas está a ir contra uma Sentença de um Tribunal?
— Está.
— Como é que a Lei a pune?
— De maneira nenhuma.
— Isso não é um bocadinho incoerente? E o que é que a criança pode ficar a pensar pelo facto de ter uma mãe assim?
— Psshiu! Roubar um pai a um filho é proibido, mas pode-se fazer. Mas é proibido. Mas pode-se fazer. Só que é proibido. O que é que acontece a quem o faz? Nada.
Tradições

(Barrancos - Alentejo)
Quem me conhece deve ter estranhado o facto de não ter abordado, até agora, o tema das touradas. Este ou outros! Mas agora apetece-me “falar” neste. Aliás, apetece-me é falar de tradições.
Diz a tradição que o porco deve ser morto e amanhado numa manhã de Inverno.
Diz a tradição que a mão e o presunto do porco devem ser cobertos com colorau e pendurados dentro de casa.
Diz a tradição que os enchidos de porco assim que terminados devem ser pendurados dentro de casa, curando-se naturalmente apenas com o micro-clima local.
Diz a tradição que durante a Primavera devem-se caiar as casas.
Diz a tradição que no dia 28 de Agosto saia às ruas, às oito horas, a banda de música da vila, e às dezoito horas, haja procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição (padroeira de Portugal e também de Barrancos).
Diz a tradição que nos dias 29, 30 e 31 de Agosto, às oito horas, se dê inicio ao “encêrro”, onde em cada um dos dias, dois exemplares de gado bravo sobem em poucos segundos a mui inclinada Rua da Igreja, para serem encerrados e posteriormente lidados, na praça central da vila, por volta das dezoito horas.
Diz a tradição que a apanha da azeitona deve ser iniciada no Outono.
Diz a tradição que nos primeiros dias de Dezembro a população começa a reunir ramos, troncos e lenha das próprias casas e vão-nos amontoando no centro da praça central da vila.
Diz a tradição que na noite do dia 24 de Dezembro esse “monte de lenha” seja ateado de fogo, apagando-se por ele próprio dias mais tarde.
Diz a tradição que nessa noite de 24 de Dezembro as famílias reúnem-se à volta do “lume”, fazem migas e tocam “sambomba”.
As tradições têm um significado para nós tanto maior quanto a importância que lhes dermos. Há tradições das quais gosto mais do que outras e às quais lhes dou mais ou menos importância. Respeito quem gosta de algumas tradições, assim como respeito quem não gosta, mas não aceito é que os que gostam tentem convencer os outros para passarem também a gostar e os que não gostam tentem convencer os outros para passarem também a não gostar.
Diz a tradição que o porco deve ser morto e amanhado numa manhã de Inverno.
Diz a tradição que a mão e o presunto do porco devem ser cobertos com colorau e pendurados dentro de casa.
Diz a tradição que os enchidos de porco assim que terminados devem ser pendurados dentro de casa, curando-se naturalmente apenas com o micro-clima local.
Diz a tradição que durante a Primavera devem-se caiar as casas.
Diz a tradição que no dia 28 de Agosto saia às ruas, às oito horas, a banda de música da vila, e às dezoito horas, haja procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição (padroeira de Portugal e também de Barrancos).
Diz a tradição que nos dias 29, 30 e 31 de Agosto, às oito horas, se dê inicio ao “encêrro”, onde em cada um dos dias, dois exemplares de gado bravo sobem em poucos segundos a mui inclinada Rua da Igreja, para serem encerrados e posteriormente lidados, na praça central da vila, por volta das dezoito horas.
Diz a tradição que a apanha da azeitona deve ser iniciada no Outono.
Diz a tradição que nos primeiros dias de Dezembro a população começa a reunir ramos, troncos e lenha das próprias casas e vão-nos amontoando no centro da praça central da vila.
Diz a tradição que na noite do dia 24 de Dezembro esse “monte de lenha” seja ateado de fogo, apagando-se por ele próprio dias mais tarde.
Diz a tradição que nessa noite de 24 de Dezembro as famílias reúnem-se à volta do “lume”, fazem migas e tocam “sambomba”.
As tradições têm um significado para nós tanto maior quanto a importância que lhes dermos. Há tradições das quais gosto mais do que outras e às quais lhes dou mais ou menos importância. Respeito quem gosta de algumas tradições, assim como respeito quem não gosta, mas não aceito é que os que gostam tentem convencer os outros para passarem também a gostar e os que não gostam tentem convencer os outros para passarem também a não gostar.
Bravura

Correndo o risco, para quem não me conhece, de parecer um pouco machista, deixo-vos esta delícia:
“A verdadeira bravura não se demonstra nos campos de batalha, não está nem na coragem de enfrentar animais ferozes, nem nos perigos que põem a vida em risco de morte.
A verdadeira bravura está em sair de casa para beber com os amigos, não avisar a mulher, chegar a casa de madrugada a cair de bêbado e cheio de batom, ser recebido por ela com uma vassoura na mão e ainda ter peito para lhe perguntar:
- ENTÃO, VAIS VARRER OU VAIS VOAR?????”
“A verdadeira bravura não se demonstra nos campos de batalha, não está nem na coragem de enfrentar animais ferozes, nem nos perigos que põem a vida em risco de morte.
A verdadeira bravura está em sair de casa para beber com os amigos, não avisar a mulher, chegar a casa de madrugada a cair de bêbado e cheio de batom, ser recebido por ela com uma vassoura na mão e ainda ter peito para lhe perguntar:
- ENTÃO, VAIS VARRER OU VAIS VOAR?????”
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Executive Women

“A Executive Women é uma revista dedicada a mulheres executivas que gostem de estar informadas sobre os assuntos do mundo dos negócios, mas que também não colocam de parte o seu lado feminino e glamouroso.” In www.famecreators.pt
Pois… dei por mim a ler praticamente todos os artigos do primeiro número desta nova revista, ou como escreve a Directora Executiva da mesma (Mariline Pereira), A REVISTA.
Com um “ar descontraído”, aborda temas que, perdoem-me, se encaixam perfeitamente na mente masculina, apesar de, na minha humilde opinião, achar que graficamente o seu interior poderá ter ligeiros aspectos a melhorar a bem da clara leitura.
A primeira impressão? “Gira, a capa!”.
A melhor impressão? “Os textos não me deixaram saltar rapidamente muitas páginas… hum!”.
Aquela impressão com que fiquei quando cheguei à página “Cyber Opinião”? “O quê! Já acabou? Então e o horóscopo? E o resumo das telenovelas? E a programação dos canais de satélite? E os números que mais vezes saem no Euromilhões? E a publicidade do Prof. Bambo?... Ainda bem! Espero que não caiam na tentação do artigo banal e da publicidade a qualquer custo.
Para primeiro número… Muito bom!
Pois… dei por mim a ler praticamente todos os artigos do primeiro número desta nova revista, ou como escreve a Directora Executiva da mesma (Mariline Pereira), A REVISTA.
Com um “ar descontraído”, aborda temas que, perdoem-me, se encaixam perfeitamente na mente masculina, apesar de, na minha humilde opinião, achar que graficamente o seu interior poderá ter ligeiros aspectos a melhorar a bem da clara leitura.
A primeira impressão? “Gira, a capa!”.
A melhor impressão? “Os textos não me deixaram saltar rapidamente muitas páginas… hum!”.
Aquela impressão com que fiquei quando cheguei à página “Cyber Opinião”? “O quê! Já acabou? Então e o horóscopo? E o resumo das telenovelas? E a programação dos canais de satélite? E os números que mais vezes saem no Euromilhões? E a publicidade do Prof. Bambo?... Ainda bem! Espero que não caiam na tentação do artigo banal e da publicidade a qualquer custo.
Para primeiro número… Muito bom!
terça-feira, 1 de julho de 2008
3 Lisboetas ricos…

(Barrancos - Alentejo)
Esta foi-me enviada directamente para mim… e claro, desmanchei-me a rir! Cá vai…
Três lisboetas armados em ricos perante um alentejano...
Diz o primeiro lisboeta:
- Eu tenho muito dinheiro.. Vou comprar o banco BPI !
Diz o segundo lisboeta:
- Eu sou muito rico... Eu vou comprar a fábrica Fiat Automóveis !
Diz o terceiro lisboeta:
- Eu sou um magnata… Vou comprar todos os supermercados Continente !
E os três ficaram à espera do que o alentejano iria dizer.
O alentejano dá uma baforada no cigarrito, engole a saliva... faz uma pausa... cospe no chão e diz:
- Nã vendo...!
Três lisboetas armados em ricos perante um alentejano...
Diz o primeiro lisboeta:
- Eu tenho muito dinheiro.. Vou comprar o banco BPI !
Diz o segundo lisboeta:
- Eu sou muito rico... Eu vou comprar a fábrica Fiat Automóveis !
Diz o terceiro lisboeta:
- Eu sou um magnata… Vou comprar todos os supermercados Continente !
E os três ficaram à espera do que o alentejano iria dizer.
O alentejano dá uma baforada no cigarrito, engole a saliva... faz uma pausa... cospe no chão e diz:
- Nã vendo...!
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