sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A crise americana



Em primeiro lugar, deixem-me dizer que recebi este texto em brasileiro e resolvi adaptá-lo para uma língua muito antiga e praticamente extinta: o português!
Em segundo lugar, este texto representa a explicação da crise americana (que cada vez mais é mundial) a uma criança de 6 anos... só para ter a certeza de que quase todos percebem. Cá vai:

O Ti Jaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos "fiados"aos seus leais fregueses, todos bêbados e quase todos desempregados. Porque decide vender a “crédito”, ele pode aumentar um bocadinho o preço da dose do tintol e da loira (a diferença é o sob-preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do Ti Jaquim, um ousado administrador, formado em curso muito reconhecido, numa universidade fantástica, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo cobrável, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o "fiado" dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, garantem os tais cobráveis do banco, e transformam-nos em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que ninguém sabe exactamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivados, na bolsa xpto, cuja base inicial toda a gente desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Jaquim).
Esses derivados estão a ser negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Jaquim vai à falência. E toda a cadeia entra em colapso, provocando o efeito dominó.

Vêem meninas e meninos... é muito simples...!!!

2 comentários:

Anónimo disse...

vêm... é com dois ee -
veêm (de ver, 2 olhos)

conselho de quem outrora escrevia
um blogue... corrector ortográfico ou uma amiga chata...

José Burgos disse...

Olá.
Muito obrigado pelo seu comentário – já está rectificado – mas eu e o corrector ortográfico não temos uma relação muito próxima às 3 da manhã... não é por nada mas, simplesmente ignoro-o...
Já agora, de facto, é com dois “e”, mas é “vêem” (dois olhos, o primeiro leva o “chapéu” e o outro fica a apanhar bonés!).
Espero que tenha lido os restantes ranhosos posts e que não tenha encontrado mais nenhuma destas.
Mais uma vez obrigado.
Volte sempre, divulgue, imprima, faça aviões de papel e envie-os a outras pessoas... mas acima de tudo divirta-se.

José Burgos