segunda-feira, 30 de junho de 2008

Iustitia



“Iustitia (Justiça ou Justitia) era a deusa romana que personificava a justiça. Correspondia, na Grécia, a Deusa Dice ou Diké. Difere dela por aparecer de olhos vendados (simbolizando a imparcialidade da justiça e a igualdade dos direitos). No dia de Justitia (8 de janeiro) é usual acender um incenso de lavanda para ter a justiça sempre a favor.
A deusa deveria estar de pé durante a exposição do Direito (jus), enquanto o fiel (lingueta da balança indicadora de equilíbrio) deveria ficar no meio, completamente na vertical, direito (directum). Os romanos pretendiam, assim, atingir a prudentia, ou seja, o equilíbrio entre o abstrato (o ideal) e o concreto (a prática).
As representações grega e romana diferiam ainda na atitude em relação à espada. Enquanto Diké empunhava uma espada, representando a imposição da justiça pela força (iudicare), Iustitia preferia o jus-dicere, atitude em que a balança era empunhada pelas duas mãos, sem a espada; ou com ela em posição de descanso, podendo, quando necessário, ser utilizada.” In Wikipedia

Sou adepto fervoroso desta Deusa romena e muito mais da Justiça portuguesa.
Pronto, estou a generalizar e não quero! A conversa de que “por uns pagam os outros” aqui, não tem pernas para andar.
De facto, estou é mesmo muito satisfeito com a justiça de um determinado Juíz, de um determinado Tribunal, de uma determinada Comarca.
É que foram precisos apenas 4 anos para que "saísse" uma Sentença. Nada de especial, dirão uns.
Pois, mas não estou a falar de um processo para apurar se o Benfica ou o Porto - e não vou aqui desbravar as minhas preferências clubistas - permanecem na 1ª Liga, ou se perdem 6 ou 500 pontos (porque esse tipo de decisões é de importância vital, logo de resolução em 2 meses), mas sim sobre se um filho poderá passar mais tempo com o pai – foram precisos apenas 4 anos!
Ainda assim, devido a incumprimentos sucessivos por parte da mãe, não tenho a certeza se o Tribunal conseguirá responder em tempo útil – curioso este termo quando estamos a falar de uma criança de 4 anos e meio, em que todo o tempo é pouco para estar com o pai – para o filho poder passar 15 dias de férias com o pai.
Só espero que a Deusa romena Iustitia faça umas “aparições” cá por baixo e acelere este tipo de decisões, que não alteram uma época futebolística, mas alteram a personalidade e sanidade mental de uma criança de 4 anos e meio.

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