segunda-feira, 23 de junho de 2008

Não ver...



Um cego estava numa estação de Metro, sentado no chão, com um boné velho com poucas moedas e um cartão, em tamanho A4, que dizia: “Por favor ajude este invisual.”. Nisto, passa por ele um cidadão que ficou a observá-lo por momentos – ninguém deixava uma única moeda ao cego.
Passados uns minutos o cidadão que esteve a observar o cego, pegou numa caneta, pegou no cartão A4 do cego, virou-o e começou a escrever. Depois de escrever, voltou a colocar o cartão A4 junto do cego, com o texto que ele escreveu virado para as pessoas que passavam. Afastou-se do cego e ficou mais uns segundos a observar… as pessoas que iam passando começavam a deixar algumas moedas no boné do cego… e o cidadão foi-se embora com um sorriso.
O cartão A4 agora tinha escrito: “Hoje é Primavera… e eu não posso ver!”.

Na vida, há sempre aqueles que não podem ver, aqueles que não querem ver e aqueles que são impedidos de ver.

Um cego não vê a Primavera/Verão/Outono/Inverno…
Um inconsciente/insensível/doente/irresponsável/inconsequente/insano não quer ver a realidade…
Um filho é impedido de ver o Pai…

2 comentários:

JRendeiro disse...

Dia haverá em que o Filho vai querer ver o Pai.

José Burgos disse...

Obrigado pela força.
Um abraço
José Burgos