sexta-feira, 30 de maio de 2008

Banheira(da)



Recebi este texto por mail e… Ups... não resisti!

“Durante uma visita a um Hospital de loucos, Sócrates pergunta ao director qual o critério para definir se um paciente está curado ou não.
-Bem, diz o director, nós enchemos uma banheira com água e oferecemos uma colher de chá e uma chávena e pedimos para esvaziar a banheira.
-Entendi, diz Sócrates, uma pessoa normal escolhe a chávena, que é maior!
-Não, responde o director, uma pessoa normal tira a tampa do ralo...”

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ASAE vs. Carioca de limão



Cliente: Bom dia. Queria um carioca de limão se faz favor.
Funcionário do café: (o que me apetecia dizer era “Queria? Então já não quer?”, mas é melhor não que o patrão ainda ouve) Bom dia. Peço desculpa mas não temos carioca de limão.
Cliente: O quê?!?! Não tem carioca de limão?!?! Mas que raio... então pode ser um chá de limão.
Funcionário do café: Pois, peço desculpa novamente mas chá de limão também não temos... acabaram-se ontem as saquetas da Lipton.
Cliente: Saquetas quê?!?! Ó homem corte-me um pedaço de casca de limão e meta-a numa chávena com água quente e deixe-se de coisas.
Funcionário do café: Ó chefe, é melhor chamarmos a ASAE, porque este senhor está a obrigar-me a desrespeitar a lei, pondo em causa não só as normas e procedimentos de higiene deste estabelecimento, bem como a sua própria saúde... se calhar quer-se suicidar e eu não estou para estas maçadas a esta hora da manhã.

Já aqui falei sobre o franshising da ASAE não já? Ainda que ao de leve… já, não já? Então se isto pega, já estou a ver as equipas de Individual Customer Service da ASAE a entrarem em nossas casas e ficarem à espera que peguemos no limão, cortemos a casca e coloquemos dentro de uma chaleira de plástico eléctrica – nem pensem em utilizar chaleiras de alumínio, esmalte ou barro, é coima na certa –, e assim que começarmos a servir, o tipo começa a apreender o material ilegal e a aplicar coimas… e mais, dá-nos um prazo de 24 horas para irmos comprar embalagens com saquetas individuais de chá e/ou infusão – de preferência de marcas desconhecidas, tipo Lipton, Tley, Rosil, Gorreana, Lusitana, etc.
Mas o que é isto?!?! Agora só se ouve falar de boicote à gasolina… então e o carioca de limão? Eu quero ir ao café pedir um carioca de limão, ou mesmo um chá de limão, nem que o limão nem sequer tenha passado por debaixo da torneira da água. O que não mata engorda! Irra!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Ainda o (des)Acordo Ortográfico (II)


(Imagem retirada do www.desencannes.com, página dedicada a anúncios publicitários)

Para aqueles que têm dúvidas sobre o acordo ortográfico deixo-vos esta história (de autor desconhecido)...

O Director Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem e brilhante director, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia.
Então, o Director Geral do Banco decide chamar um detective brasileiro seu amigo e disse-lhe:
- Segue o Dr. Mendes durante uma semana, durante a hora do almoço.
O detective brasileiro, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:
- O Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.
Responde o Director Geral:
- Hummm, bom, antes assim. Não estou a ver nada de mal nisso… mas...
Mas não contente com a opinião do detective brasileiro seu amigo chamou um outro amigo detective, mas desta vez português e disse-lhe a mesma coisa:
- Segue o Dr. Mendes durante uma semana, durante a hora do almoço.
O detective português, após cumprir o que o seu amigo lhe pediu, voltou e informou:
- O Dr. Mendes sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.


Para aqueles que não têm qualquer dúvida e estão mortinhos por começar a utilizar as novas palavras, deixo algumas actualizações ao dicionário…

Abismado: Sujeito que caiu de um abismo
Pressupor: Colocar preço em alguma coisa
Biscoito: Fazer sexo duas vezes
Coitado: Pessoa vítima de coito
Padrão: Padre muito alto
Democracia: Sistema de governo do inferno
Homossexual: Sabão em pó para lavar as partes íntimas
Ministério: Aparelho de som de dimensões muito reduzidas
Detergente: Acto de prender seres humanos
Eficiência: Estudo das propriedades da letra F
Conversão: Conversa prolongada
Halogéneo: Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes
Expedidor: Mendigo que mudou de classe social
Cleptomaníaco: Mania por Eric Clapton (esta é muito rebuscada)
Tripulante: Especialista em salto triplo
Determine: Prender a namorada do Mickey Mouse
Pornográfico: O mesmo que colocar no desenho
Coordenada: Que não tem cor
Presidiário: Aquele que é preso diariamente
Ratificar: Tornar-se um rato
Violentamente: Viu com lentidão
Bom pra burro = do melhor que há
Aeromoça é hospedeira, pingolim é matraquilho e banco... banco é caixa!!!

Se o nosso saudoso Fernando Pessa ainda nos desse o privilégio da sua companhia, certamente diria “e esta heim?”.

Força Portugal



Nota prévia: este é daqueles posts em que se pode considerar que tem bola encarnada no canto superior direito, mas só considerar… enfim, não resisti!

A fase final do campeonato europeu de futebol vai começar.
Portugal está no grupo A e estreia-se no Euro2008 contra a Turquia, no dia 7 de Junho, às 20h45.

Pendurem bandeiras portuguesas (made in China) nas janelas, andem com um cachecol ao pescoço (com este tempo até ajuda), prendam nas portas do vosso automóvel as bandeirolas lusas, pintem o cão da chapeleira do carro a abanar a cabeça com verde e vermelho, arranjem um mini-cachecol para por à volta da cruz do JC que está religiosamente pendurada no espelho retrovisor, usem t-shirts, camisas e gravatas com as cores da nossa bandeira, usem o que quiserem para apoiar a nossa selecção, mas acima de tudo sejam inovadores e originais na forma como o fazem.

Força Portugal!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ainda o (des)Acordo Ortográfico



Texto prévio 1:
“O primeiro passo no processo de criação da CPLP foi dado em São Luís do Maranhão, em Novembro de 1989, por ocasião da realização do primeiro encontro dos Chefes de Estado e de Governo dos países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe -, a convite do Presidente brasileiro, José Sarney. Na reunião, decidiu-se criar o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), que se ocupa da promoção e difusão do idioma comum da Comunidade.
A ideia da criação de uma Comunidade reunindo os países de língua portuguesa – nações irmanadas por uma herança histórica, pelo idioma comum e por uma visão compartilhada do desenvolvimento e da democracia – já tinha sido suscitada por diversas personalidades. Em 1983, no decurso de uma visita oficial a Cabo Verde, o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Jaime Gama, referiu que: «O processo mais adequado para tornar consistente e descentralizar o diálogo tricontinental dos sete países de língua portuguesa espalhados por África, Europa e América seria realizar cimeiras rotativas bienais de Chefes de Estado ou Governo, promover encontros anuais de Ministros de Negócios Estrangeiros, efectivar consultas políticas frequentes entre directores políticos e encontros regulares de representantes na ONU ou em outras organizações internacionais, bem como avançar com a constituição de um grupo de língua portuguesa no seio da União Interparlamentar».
O processo ganhou impulso decisivo na década de 90, merecendo destaque o empenho do então Embaixador do Brasil em Lisboa, José Aparecido de Oliveira. Em Fevereiro de 1994, os sete ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores, reunidos pela segunda vez, em Brasília, decidiram recomendar aos seus Governos a realização de uma Cimeira de Chefes de Estado e de Governo com vista à adopção do acto constitutivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.” In sítio oficial da CPLP ( http://www.cplp.org/ )

Texto prévio 2:
“Apesar de ter sido o primeiro país a ratificar o Acordo Ortográfico, logo em 1991, Portugal tem hesitado na sua introdução. Durante vários anos, o governo português protelou sucessivamente a ratificação do Segundo Protocolo Modificativo, apesar de alegadas pressões do governo brasileiro e da Academia Brasileira de Letras. (...) Entretanto, coincidindo com a visita do presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, ao Rio de Janeiro[26] para as comemorações dos 200 anos da transferência da Corte para o Brasil, a 6 de Março de 2008 o Conselho de Ministros aprovou, em Lisboa, uma proposta de resolução sobre o Segundo Protocolo Modificativo, na qual se lê: O Estado português adoptará as medidas adequadas a garantir o necessário processo de transição, no prazo de 6 anos, nomeadamente ao nível da validade da ortografia constante dos actos, normas, orientações ou documentos provenientes de entidades públicas, bem como de bens culturais, incluindo manuais escolares, com valor oficial ou legalmente sujeitos a reconhecimento, validação ou certificação. (...) A proposta de resolução do governo de 6 de Março foi discutida pelo Parlamento a 16 de Maio, aprovando-se o Segundo Protocolo Modificativo, faltando ainda a promulgação do presidente da República para entrar em vigor. Feita a promulgação, o Acordo terá um prazo de seis anos para ser plenamente implementado". In Wikipedia

A Texto Editora lançou um “Dicionário Duplo” com as palavras escritas com a grafia actual e segundo o novo Acordo Ortográfico de 265 mil entradas – coisa pouca, portanto.

Atentem a alguns exemplos (palavras escritas na norma vigente = alteração prevista no Acordo): acção = ação; acto = ato; afecto= afeto; aspecto = aspeto; respectivo = respetivo; infecção = infeção; óptimo = ótimo; concepção = conceção; recepção= receção; intersecção= interseção; intercepção= interceção; asséptico = assético; Egipto = Egito (logo, os seus habitantes são os Egípcios); adoptar= adotar; há-de = há de; hão-de = hão de; contra-regra = contrarregra; extra-escolar = extraescolar; anti-semita = antissemita;
anti-religioso = antirreligioso; fim-de-semana = fim de semana; co-ordenar (dif. coordenar) = coordenar; lêem = leem; dêem = deem; vêem = veem; pára = para (verbo parar); pêlo = pelo (de pilosidade); pólo= polo; jóia= joia.

Exemplo de frases escritas respeitando a norma vigente em Portugal (a itálico as palavras que sofrerão alterações pela nova norma):
1. De facto, o português é actualmente a terceira língua europeia mais falada do mundo.
2. Não é preciso ser génio para saber que o aspecto económico pesa muito na projecção internacional de qualquer língua.
3. Não há nada melhor do que sair sem direcção, rumando para Norte ou para Sul, para passar um fim-de-semana tranquilo em pleno Agosto.
4. Dizem que é uma sensação incrível saltar de pára-quedas pela primeira vez em pleno voo.

As mesmas frases redigidas respeitando a norma vigente no Brasil (a itálico as palavras que sofrerão alterações pela nova norma):
1. De fato, o português é atualmente a terceira língua européia mais falada do mundo.
2. Não é preciso ser gênio para saber que o aspecto econômico pesa muito na projeção internacional de qualquer língua.
3. Não há nada melhor do que sair sem direção, rumando para norte ou para sul, para passar um fim de semana tranqüilo em pleno agosto.
4. Dizem que é uma sensação incrível saltar de pára-quedas pela primeira vez em pleno vôo.

Frases redigidas observando a norma proposta pelo Acordo de 1990 (a itálico as palavras que terão duas grafias possíveis, ambas válidas):
1. De facto/fato, o português é atualmente a terceira língua europeia mais falada do mundo.
2. Não é preciso ser génio/gênio para saber que o aspeto/aspecto económico/econômico pesa muito na projeção internacional de qualquer língua.
3. Não há nada melhor do que sair sem direção, rumando para norte ou para sul, para passar um fim de semana tranquilo em pleno agosto.
4. Dizem que é uma sensação incrível saltar de paraquedas pela primeira vez em pleno voo.

O que representa a foto deste post? Brasil, Portugal e os restantes membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Perdoem-me todos os brasileiros que lerem ou tiverem acesso a este texto, mas não quero passar, de todo, uma imagem de patriotismo, nem de racismo, nem uma imagem distorcida do enorme apreço que nutro por este povo irmão, assim como por todos os países de expressão portuguesa.
Perdoem-me os especialistas em história, letras, economia, políticos, professores, alunos... e alguns portugueses, pois tenho um orgulho enorme em saber escrever em Português – já para alguns, estas “poucas” alterações serão um alívio.Provavelmente terei vistas curtas e sei que o que sei é muito pouco, mas por mais que tente compreender até que ponto a Língua Portuguesa beneficia com este Acordo... não consigo. Não dá para aceitar de ânimo leve.

Euro quê?!?!?!


Já me tinha esquecido que ainda se mantém de pé este fabuloso Festival de Troca de Galhardetes. Confesso que tenho estado desatento e ando muito mais dedicado à música contemporânea, como as Docemania (uma espécie de OndaChoc mas com duas “cotas” meio estranhas a cantar ao lado da nova “Very Young Girls Band” no novo programa do Herman – alguém avisou a Helena Coelho que a camisa, apesar de ser preta, era completa e totalmente transparente? Não é por nada, mas quis-me cá parecer que aquela roupa interior puxava de uma forma demasiadamente forçada o revivalismo dos anos 80... só por isso, mais nada, de resto a indumentária ficava-lhe a matar... coitada!), ou o Avô Cantigas e o seu Fantasminha Brincalhão…

Brincarão, foi a palavra que mais me veio à cabeça ao fazer o tão habitual zapping (acabei de ter a ideia de registar este movimento frenético de dedos, num objecto electrónico durante horas consecutivas e assim enrriquecer à conta dos direitos de autor... é pá afinal não dá, estou na Europa dos 43 e estas coisas só têm pernas para andar lá para as terras do Tio Sam) e deparar-me com um "dinossauro" da televisão – ou devo antes dizer camaleão da televisão – que durante anos encheu salas - de estar – de todos os portugueses (eu ainda sou do tempo em que o ano fiscal tinha 5 pontos altos: a entrega do IRS, a Páscoa, o Natal, a Passagem de Ano e o Festival da Eurovisão) e que este ano contou com quase todos os países europeus, como por exemplo Israel – que faz fronteira com o Líbano no norte, Síria e Jordânia ao leste e Egito no sudoeste, logo, 100% europeu – e Russia... pena foi a África do Sul não ter conseguido apresentar a candidatura da sua banda “Black&White Dimond Power” a tempo, mas ouve-se dizer que a Sonangol deverá comprar todos os direitos de transmissão para os próximos 30 anos e assim assegurar a presença de praticamente todos os países europeus – parece que a China continua não querer entrar neste tipo de actividades lúdicas.

Parece que foi a primeira vez que tiveram que dividir os 43 participantes (valor record, embora já esteja assegurada a presença da Mongólia na edição de 2009 a decorrer na Russia – sim, continuo a falar do Festival Eurovisão da Canção – e assim será quebrado o record deste ano) e fazer duas semi-finais, passando “apenas” 25 países à grande final. Mas ver todos aqueles artistas, com músicas em 20 línguas diferentes (incluindo o Inglês Russo, o Grego Americano e o Português antes do Acordo Ortográfico) não foram suficientes para alterar o meu estado de surpresa e de desalento quando, no momento de entrar para o ar “o” porta-voz de Portugal, o único e inigualável Eládio Clímaco, entra uma tal de Sabrina (pelos vistos foi a intérprete que ganhou o Festival da Canção da RTP no ano passado - e eu a pensar que isto tinha outra vez a mão dos Gato Fedorento).

Mas eu, que não percebo nada disto, votava na nossa Vânia Fernandes com a “Senhora do Mar” – só porque tem uma voz fantástica, é seguramente uma das melhores intérpretes portuguesas de todos os tempos e cantou em Português - e no Rodolfo Chiquilicuatre de Espanha com “El Chiki Chiki”, não só porque é o espelho de que eles até podem ser bons em recuperação económica depois de Franco, mas há mínimos e porque nem quero imaginar a “música” toda cantada em Inglês de Espanha... seria no mínimo hilariante e acho que é caso mesmo para dizer “porqué no te callas?”.

Ah, mas eu iniciei esta abordagem a este tema, unicamente por causa da troca de galhardetes entre os países “europeus” participantes, e sobre isto tenho algo a dizer: ridículo, tenham vergonha!

Acordo Ortográfico


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sacos de Plástico amigos do ambiente



Este é seguramente um país de idiotas... com boas ideias portanto - até aqui tudo normal.
É um país de oportunistas – dirão alguns o muito português “DAAHHH” (se calhar isto também faz parte do acordo ortográfico!?!?).
É um país com sentido de responsabilidade ambiental – até pode ser, mas andam aí uns idiotas e uns oportunistas a tentarem fazer-nos de... como direi... asnos!

Claro que há vários pontos de vista, ou diria mesmo várias correntes de pensamento (assim torna este texto oficialmente mais filosófico, o que é bastante propositado quando estamos a falar/vamos falar de sacos de plástico – já ouviram com certeza aquele pensamento “penso, logo... vou comprar um saco de plástico por três cêntimos amigo do ambiente”).

A corrente de pensamento que defende o meio ambiente, prevê que os sacos de plástico, outrora distribuídos gratuitamente (eu diria mesmo aos quilos – agora é bem capaz de estar um jovem, de uma escola destas de hoje em dia que misturam os professores dos vários ciclos, a dizer “ó stôra, está escrito aqui no blog do Caracol kilos com quê de quáquá e u de urânio empobrecido, e eu não sabia que o acordo ortográfico já tinha entrado em vigor, porque ninguém nos avisou... e não estou a gostar deste tipo de ensino... olha, dá-me o telemóvel já!” - fora os que as pessoas “roubavam” porque, digamos, dava jeito) nas caixas dos super e hipermercados, passem agora a ser amigos do ambiente por dois factores absolutamente importantíssimos:
- O primeiro factor é que em vez de terem a marca da cadeia grossista em tamanho garrafal XXL, passam a ter, normalmente a verde, dizeres “amigos do ambiente” – absolutamente fantástico e claro que já todos estão a ver a melhoria substancial que temos no nosso meio ambiente... tentem inspirar... e agora expirar... hã, é ou não é fabuloso?;
- O segundo factor tem a ver com os custos de produção, isto é, já repararam com certeza que os ditos sacos são cada vez mais finos e quase transparentes, para além de terem “encolhido” uns centímetros quadrados, o que, obviamente, todos compreendemos, porque se há um esforço por parte destas cadeias (e digo esforço porque todos nós sabemos como eles justamente fizeram repercutir o valor que estão a cobrar a mais nos sacos num decréscimo significativo do preço em produtos como o pão, ovos, leite, cereais, já para não falar noutros) em produzir sacos com menos matéria prima e que são amigos do ambiente, porque em vez de serem absorvidos pelo ambiente em 500.000 anos, serão absorvidos em apenas 150.000 anos (o que para nós faz toda a diferença, não só devido ao El Niño, como ao ciclo económico bastante positivo esperado para essa altura, em que o domínio das telecomunicações por fibra óptica virtual estará encabeçada pela multiuniversal Zonae), então nós também temos que fazer um investimento no ambiente e dar os tais três cêntimos por cada um deles.

A outra corrente de pensamento que defende... defende... o que é que esta defende?... ah já sei... que defende o ambiente, prevê que os sacos azuis, pretos e verdes, vulgo sacos do lixo, tenham os seus dias contados, porque alguém se lembrou que estas cadeias poderiam vender sacos que depois de albergar de um destes estabelecimentos comerciais até à habitação do “amigo” consumidor o pão, o leite, os ovos e outras tantas coisas que baixaram de preço, poderiam e deveriam servir para... como direi... sacos do lixo!
Xi... como é que eu nunca tinha pensado nisto! E podia eu ter aproveitado aqueles quilos todos de sacos de várias cores e tamanhos para poder depositar o meu lixo doméstico sem ter que pagar mais por isso... mas pronto, se é em prol da defesa do ambiente, para daqui a 150.000 anos podermos ter outra vez aquela erva daninha, bem verdinha, geneticamente apurada, sem estar contaminada... biológica portanto e a um preço escandaloso, que seja, porque vale a pena!

Uma outra corrente de pensamento defende que os únicos sacos que podem prejudicar o ambiente são os sacos distribuídos, ou generosamente cedidos em troca dos míseros três cêntimos, já que os sacos de plástico que servem para embalar o pão, a fruta, os vegetais, os enchidos, as refeições prontas a comer (embaladas em duas fases, sendo que a primeira fase é uma embalagem de plástico rígido que quando fechada fica com o aspecto de um Tupperware manhoso e só depois introduzida num maravilhoso saco de plástico transparente e muito fino) e o pescado fresco e mesmo o congelado não provocam um só beliscão no ambiente... não fosse alguma mente iluminada dizer que o pão pode ser embalado em sacos de papel reciclado, ou mesmo o fiambre fatiado em papel de manteiga, ou pardo, como preferirem (ah ah ah... tolice, esse papel era utilizado para fazer desenhos no tempo em que a “Escola Primária” tinha apenas um professor).

Outra corrente ainda é a que claramente defende que os sacos de plásticos poderão provocar asfixia numa criança, mas se pagarmos três cêntimos já não provocam...

Haja coerência!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Fumar no avião



José Sócrates, senhor Primeiro Ministro de Portugal, após ter sido “apanhado” a fumar num avião (fretado pelo Governo português) de Lisboa para Caracas, disse numa conferência de imprensa na República Bolivariana da Venezuela (em terras de Hugo Chavez, portanto), que “Este episódio despertou-me para o facto de os fumadores, inconscientemente, poderem violar leis e regulamentos que desconhecem”.

Não quero sequer imaginar se o dito senhor bebesse que nem um perdido e ao sair do avião desatasse a retirar, sem pagar, das prateleiras do free-shop do aeroporto, tabletes de chocolate Toblerone, ou mesmo garrafas de Balvenie Doublewood, e depois comesse e bebesse tudo sozinho, ou na companhia de um qualquer ministro (por exemplo o da Economia), ainda que de forma completamente inconsciente, estivessem a violar alguma lei ou regulamento que não tivessem conhecimento.

Por outro lado, faz-me pensar que se abriu aqui uma oportunidade de negócio para a internacionalização do negócio da ASAE. Já estou mesmo a ver a próxima edição do suplemento de emprego do Expresso a pedir CBC’s (Comissários de Bordo Chibos) para entrada imediata nos quadros da ASAE, com disponibilidade para deslocações, oferecendo-se subsídio de risco (ainda que se “apanhe” o prevaricador, tem que se levar com o fumo – os talheres nos aviões agora são de plástico não é? Então levam só com o fumo!) e ajudas de custo (para o caso de ser custoso apanhar o delinquente dentro do avião – às vezes não é fácil passar por entre os passageiros que ressonam a “Quinta Sinfonia” de Beethoven ou o “Quero Cheirar Teu Bacalhau” do Quim Barreiros). O pagamento é feito por objectivos, isto é, por cada cigarro a 2/3 de terminar ganham 50 euros, de 2/3 a 1/3 de terminar ganham 30 euros e por cada beata ainda quente e/ou a esfumaçar ganham 5 euros. Depois de comprovado o sucesso comercial deste tipo de negócio, vão iniciar a estratégia de expansão através de franchising. Estes tipos pensam em tudo!

Uma Aventura no Algarve (Praia da Rocha)




Como nota prévia, queria aqui deixar um pedido de desculpa à editora Caminho e às autoras dos livros Uma Aventura (Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada) mas a utilização da imagem de um desses volumes, verão, é por uma boa causa.

Mas não, não é mais um livro da Caminho para adolescentes (que trocam sms’s durante as aulas, com um dos três telemóveis – portanto se a “stôra” quiser fazer uma cena daquelas de menina, só para aparecer no Youtube e ficar umas semanas de baixa, tudo bem, há mais na mochila – que pedem previamente aos pais para carregar com um “guito” à maneira) que depois é transportado para uma série de televisão.
Neste caso, primeiro foi a televisão e agora sim, o livro.

A Dom Quixote vai editar um livro sobre um Dom Juan, bem conhecido das turistas que visitam a Praia da Rocha. A Dom Quixote, a mesma que lançou um livro sobre a Carolina Salgado, em que se fizeram filas intermináveis nos hipermercados, de homens vestidos de fato de treino de várias cores, enquanto as mulheres deles… nã, estes não deviam ter mulheres!

É verdade! Zezé Camarinha, o autor, bem afamado, não só, mas também, por ser o criador de relíquias como “Why don't you go to da beach? You're very uaite!”, ou “Put some crime namber faive”, e a melhor de todas ainda numa linguagem estrangeira “Eu na outra reencarnação devo ter sido penso isofrenico, daquelas da Evax ou da Insónia, pois adoro andar entre as pernas das mulheres!", vai colocar por escrito a tradução de 40 anos a “servir” as camones, em 10 mandamentos do engatatão.

Isto promete!

Promete, porque afinal há aqui mais uma faceta oculta deste nosso playboy que é o facto de conseguir utilizar as novas tecnologias – assim já não precisa de pedir a nenhuma das suas amigas que lhe faça o copy/paste dos 15.486 sites de Internet que têm as tais relíquias.

Promete, porque afinal também são só dez, o que, tudo indica, será um livro de bolso… ou será um parágrafo que passará a ser parte integrante da bula do Viagra?!?!

E por fim, promete, porque já estou a imaginar as bichas e as filas intermináveis nos hipermercados, quiosques de gelados e vendedores de bolas de berlim das praias da costa algarvia (e centros de saúde e farmácias, claro, por causa da bula do Viagra – é como comprar um jornal só porque oferecem um filme em DVD), de senhoras a implorarem pela obra literária do “Zezé of the moustache from Praia da Rocha”, enquanto os maridos emborcam litradas de cerveja, para terem uma desculpa para partirem qualquer coisa, e já que as mulheres não estão com eles, partem o que tiverem à/na mão – coitados, até consigo ter pena de alguns!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Anti-Stress

Pela primeira vez decidi dar um nome a algo com um sentido exactamente oposto àquele que terá na realidade... mas achei que seria uma forma diferente de começar!

Já estão a imaginar uma corrida de caracóis a baixa, muito baixa velocidade... 30 minutos após o início os ditos quase não saíram do mesmo sítio e... ainda faltam 100 metros para o final... AH! Que stress!!!

Senhor Caracol pretende ser tudo menos um… anti-stress!

Não quero utilizar este espaço como divã virtual, nem como “net bolas” de espuma macia, nem como incenso a tresandar pelas colunas de som (quais notas musicais com cheirinho), nem como ciber-massagem chinesa, nem quero ficar obrigado a escrever com uma determinada regularidade ou sempre que há um tema mais quente na actualidade - qual Tamagochi que tem que ser alimentado e acende luzinhas e apita… não, definitivamente isso não.

Este será um lugar livre, onde com certeza aparecerão muitas coisas… como direi… estúpidas, sem nexo, sem qualquer ligação à notícia de capa dos 131 Jornais e Revistas (sim, estão aqui contemplados os jornais gratuitos e excluí as chamadas revistas cor-de-rosa… ou não? Vou só contá-las mais uma vez… ora...129, 130 e 131, é isso! É isso?! Oh diabo, afinal incluí! Bom, também só assim é que o número tem impacto!), sem conotações políticas (ok, este ponto reservo-me ao direito de alterá-lo se achar que tem mesmo que ser, ou simplesmente - sempre gostei deste tipo de justificação - porque sim.), sem piada (pronto, confesso: jurei que não colocaria aqui anedotas, mas vai ser difícil isso não acontecer, principalmente depois da do Zé do Cartaxo – e esta tem mesmo graça!), sem picante (a não ser quando tiver uma bolinha encarnada no canto superior direito do monitor em alguns textos, imagens ou filmes!) e até coisas absolutamente banais (como por exemplo a história da Capuchinho Vermelho - ou será melhor escrever "do Capuchinho Vermelho" e assumir que o personagem é gay? Bom, pelo sim pelo não, vou deixar assim - na versão pós acordo ortográfico de 2058).

Será também um lugar de livre intervenção para quem passar e quiser deixar a sua marca, pegada, coice, dentada, ferroada e/ou outras atitudes igualmente dignas!

No fundo, este espaço pretende ser, tal como o caracol, um “animal com ampla distribuição ambiental e geográfica”, isto é, aqui vale tudo! Acho que me vou arrepender disto, mas disseram-me que há uns filtros – uma espécie de net-camisinhas de vénus – que armazenam as ordinarices mais escabrosas (lamechices).

Esta é a frase que servirá de incentivo e motivação para quando estiver indeciso sobre se hei-de escrever algo, ou não: “A brincar também se dizem coisas sérias.” (autor desconhecido). Podem e devem lê-la e pensar nela sempre que aqui quiserem dar o vosso contributo.

Sejam bem-vindos!